Uma residência abandonada situada na região central de Cuiabá tornou-se novamente o cenário de um crime violento. Na manhã desta terça-feira, 7 de julho de 2026, o corpo de Edvaldo Silva de Jesus foi localizado no imóvel, apresentando múltiplos sinais de agressão. A vítima, que possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas e havia deixado o sistema prisional recentemente, foi encontrada com cerca de sete perfurações causadas por arma branca e lesões na região da cabeça, possivelmente provocadas por pedradas.
Um histórico de execuções no mesmo endereço
O local onde o corpo de Edvaldo Silva de Jesus foi encontrado não é estranho às autoridades policiais. Em abril do ano anterior, a mesma propriedade foi palco do assassinato de um casal em situação de rua, identificado como Deivide Edson Silva Coutinho, de 35 anos, e Gizelle Flores, de 33. Naquela ocasião, as vítimas foram mortas por traumatismo craniano causado por pedradas.
Apesar do tempo decorrido desde a execução do casal, as investigações sobre aquele duplo homicídio permanecem sem a identificação ou prisão de suspeitos. O histórico de violência recorrente no imóvel levanta preocupações sobre a segurança e a ocupação de estruturas abandonadas na capital mato-grossense.
Detalhes da cena do crime e investigações
Um elemento que chamou a atenção dos investigadores no caso de Edvaldo Silva de Jesus foi uma pichação encontrada na parede próxima ao corpo. A frase, que dizia “se roubar na quebrada você vai tomar”, sugere uma possível motivação ligada a um acerto de contas ou punição imposta por facções criminosas locais. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias exatas do crime.
As autoridades confirmaram que a vítima possuía quatro passagens pela polícia por tráfico de entorpecentes. O corpo foi periciado pela equipe da Politec, que coletou evidências no local para auxiliar no esclarecimento do homicídio. Até o momento, nenhum envolvido na morte de Edvaldo foi detido.
O impacto da violência urbana
A reincidência de crimes letais no mesmo endereço reforça o debate sobre o abandono de imóveis em áreas centrais e a vulnerabilidade de indivíduos que utilizam esses espaços como abrigo. O caso segue sob investigação, enquanto a comunidade local aguarda por respostas sobre a sequência de mortes que assombra o imóvel.
Fonte: olhardireto.com.br


