Prefeito de Campo Verde comenta desdobramentos da Operação Gomorra em Mato Grosso

Prefeito de Campo Verde comenta desdobramentos da Operação Gomorra em Mato Grosso

O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União), manifestou-se publicamente após ser um dos alvos da Operação Gomorra. A ação, conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), investiga supostas irregularidades em processos licitatórios realizados por diversas administrações municipais no estado de Mato Grosso.

Contexto da Operação Gomorra e investigações em curso

A segunda fase da operação, deflagrada nesta quarta-feira (1°), resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em diversos locais estratégicos. As equipes do Naco realizaram diligências na sede da prefeitura, na secretaria de obras do município e em residências de servidores públicos. Em Cuiabá, a operação também alcançou uma empresa e um imóvel residencial.

Segundo o gestor municipal, o procedimento investigativo teve origem em solicitações do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O órgão solicitou aos controles internos das prefeituras o envio de documentação detalhada sobre a adesão a atas de registro de preços para locação de maquinários, ocorrida no ano de 2024.

Esclarecimentos sobre a adesão a atas de licitação

Alexandre Lopes afirmou que a prefeitura tem colaborado integralmente com o Ministério Público (MPMT). O prefeito argumentou que a adesão às atas mencionadas foi uma prática adotada por diversas administrações estaduais, sendo considerada, à época, um instrumento eficiente para a gestão pública.

O prefeito destacou que o material agora sob análise das autoridades foi, em grande parte, levantado e disponibilizado pelo próprio controle interno do município. Para ele, o cumprimento dos mandados é uma etapa processual natural para a verificação da legalidade dos contratos firmados por dezenas de cidades que utilizaram o mesmo modelo de contratação.

Afastamento de servidores e continuidade da gestão

Embora não tenha sido afastado de suas funções, o prefeito confirmou que três servidores e o secretário de obras foram removidos temporariamente de seus cargos. Alexandre Lopes classificou a medida como um procedimento padrão em investigações dessa natureza, visando garantir a lisura do processo apuratório.

O gestor reforçou que a decisão de afastamento, embora impacte a secretaria de obras, é vista como um desdobramento normal. O prefeito permanece à frente do Executivo de Campo Verde enquanto as autoridades competentes dão continuidade às diligências iniciadas pelo Ministério Público de Mato Grosso.

Fonte: olhardireto.com.br

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