O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, manifestou-se publicamente sobre a polêmica envolvendo a retirada de vegetação para a execução de uma obra de adequação viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Em coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (3), o gestor classificou como hipocrisia a tentativa da vereadora Dra. Mara, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, de suspender judicialmente os trabalhos no local.
cuiabá: cenário e impactos
Conflito sobre mobilidade e preservação ambiental
A controvérsia central gira em torno da supressão de aproximadamente 50 árvores, incluindo exemplares de cumbaru, necessárias para a construção de uma nova alça de retorno. Segundo a prefeitura, a intervenção atende a exigências técnicas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e visa garantir a segurança viária na região.
O prefeito argumentou que a obra é fundamental para reduzir o risco de acidentes e facilitar o acesso de mais de 3,3 mil famílias aos residenciais Florais do Cerrado e Parque do Cerrado. Para Abilio Brunini, a prioridade de salvar vidas justifica a intervenção, contrastando a postura da parlamentar com o apoio dado a outros empreendimentos imobiliários que, segundo ele, geram impactos ambientais superiores.
Critérios técnicos versus debate político
Durante a coletiva, o chefe do Executivo municipal enfatizou que as decisões de engenharia não são pautadas por conteúdos publicados em redes sociais. O gestor afirmou que cada etapa do projeto passa por análises rigorosas conduzidas por engenheiros florestais, ambientalistas e especialistas em urbanismo.
A prefeitura assegura que a compensação ambiental está devidamente prevista no projeto original. O objetivo é equilibrar a necessidade de expansão da infraestrutura urbana com o cumprimento das normas ambientais vigentes, garantindo que a remoção vegetal ocorra apenas mediante autorização dos órgãos competentes.
O debate sobre o adensamento urbano
O prefeito aproveitou a ocasião para conectar a discussão ao decreto que estabelece lotes mínimos de 200 m² em novos projetos imobiliários. Segundo Abilio Brunini, o planejamento urbano exige cálculos precisos sobre o uso do solo, incluindo o espaço destinado a vagas de estacionamento e a arborização das calçadas.
O gestor defende que a racionalidade na tomada de decisão é o pilar de sua administração. Enquanto a prefeitura mantém o cronograma das obras na Avenida Fernando Corrêa da Costa, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara sinaliza que pretende convocar órgãos de controle para apurar a legalidade das licenças concedidas para a supressão vegetal. Mais informações sobre o andamento das obras podem ser acompanhadas pelo portal oficial da Prefeitura de Cuiabá.
Fonte: olhardireto.com.br


