O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira, 10 de julho de 2026, com um desempenho expressivo, impulsionado por um cenário de alívio inflacionário e otimismo dos investidores. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma valorização de 2,97%, fechando aos 177.866,37 pontos, o que representa o maior nível registrado desde 14 de maio.
O movimento de alta foi acompanhado pela valorização do real frente à moeda americana. O dólar à vista encerrou o dia cotado a R$ 5,108, uma queda de 0,31%, marcando a terceira sessão consecutiva de recuo. Esse comportamento reflete a busca por ativos de risco, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por incertezas geopolíticas.
Impacto da inflação na política monetária
O principal catalisador para o otimismo no pregão foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a junho. A inflação oficial desacelerou para 0,16%, um resultado que ficou abaixo das projeções do mercado e consolidou a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa retomar o ciclo de cortes na taxa Selic em agosto.
A perspectiva de juros menores atua como um estímulo direto ao mercado acionário. Com o custo de financiamento das empresas potencialmente reduzido e a melhora na projeção de lucros futuros, os investidores ampliaram suas posições em ações, resultando em um volume financeiro negociado de R$ 24,99 bilhões.
Desempenho dos ativos e cenário internacional
O Ibovespa consolidou sua terceira semana consecutiva de ganhos, acumulando uma alta de 2,18% no período e 10,39% no acumulado de 2026. Entre as 79 empresas que compõem o índice, apenas uma apresentou queda, evidenciando um movimento de compra generalizado que levou o indicador à máxima do dia no fechamento.
No cenário externo, a atenção permanece voltada para as tensões entre Estados Unidos e Irã. Apesar do conflito, o petróleo tipo Brent recuou 0,38%, cotado a US$ 76,01 por barril, enquanto o WTI caiu 0,93%, para US$ 71,41. O mercado monitora o Estreito de Ormuz, ponto estratégico para a oferta global da commodity.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


