Plano Safra prioriza transição ecológica e amplia crédito para agricultura familiar

Pozzebom/ Agência Brasil

Plano Safra prioriza transição ecológica e amplia crédito para agricultura familiar

O governo federal reafirmou seu compromisso com a sustentabilidade no campo ao detalhar as diretrizes do novo Plano Safra voltado à agricultura familiar. A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, destacou que a iniciativa não se limita ao volume recorde de recursos, mas foca em uma mudança estrutural para a transição ecológica da produção nacional.

Com uma oferta de R$ 85,2 bilhões em crédito, o programa busca equilibrar o fortalecimento econômico do setor com a preservação ambiental. A estratégia central envolve o incentivo ao uso de insumos biológicos e a adoção de práticas agrícolas que respeitem os recursos naturais, garantindo a viabilidade da produção a longo prazo.

Redução de taxas e incentivo à agroecologia

Um dos pilares do novo plano é a política de juros reduzidos, desenhada para estimular a produção sustentável. Segundo a ministra, a taxa de juros para a produção de alimentos foi fixada em 2% ao ano, enquanto projetos vinculados à agroecologia contam com uma taxa ainda mais atrativa, de 1% ao ano.

Essa medida visa tornar a transição ecológica financeiramente acessível para os pequenos produtores. Ao facilitar o acesso ao capital, o governo espera que a agricultura familiar se consolide como protagonista na oferta de alimentos saudáveis, reduzindo a dependência de métodos convencionais que possuem maior impacto ambiental.

Descentralização e foco nas regiões Norte e Nordeste

A gestão atual tem priorizado a correção de desigualdades históricas na distribuição de crédito agrícola. Em comparação com o cenário de 2023, quando o montante disponível era de R$ 53 bilhões com forte concentração na Região Sul, o novo plano busca uma capilaridade maior em todo o território nacional.

A estratégia de descentralização foca especialmente nas regiões Norte e Nordeste. O objetivo é oferecer condições facilitadas de financiamento para agricultores que historicamente enfrentaram maiores barreiras de acesso, promovendo o desenvolvimento regional e a segurança alimentar em áreas de maior vulnerabilidade.

Adaptação climática e proteção ao produtor

Diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, o governo reforçou mecanismos de proteção como o Pró-Agro e o Garantia Safra. Estas ferramentas são essenciais para mitigar os riscos inerentes à atividade agrícola, que se tornou mais instável devido aos eventos climáticos extremos.

Recentemente, foi publicado um edital de R$ 413 milhões destinado especificamente à adaptação climática no semiárido. O recurso prevê o repasse de R$ 8 mil por família, beneficiando cerca de 60 mil núcleos familiares com tecnologias como cisternas, sistemas de irrigação e energia solar, fundamentais para a resiliência produtiva frente à estiagem.

Para mais informações sobre as políticas públicas do setor, acesse o portal oficial da Agência Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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