O mercado financeiro brasileiro apresentou um movimento de alívio nesta quinta-feira (9), com o dólar encerrando o dia em queda e atingindo sua cotação mais baixa das últimas três semanas. Mesmo em um cenário marcado pela persistência das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, os investidores demonstraram um maior apetite por risco, apostando que os conflitos no Oriente Médio não devem resultar em interrupções prolongadas no fornecimento global de insumos.
O otimismo refletiu diretamente no desempenho da bolsa de valores, que interrompeu uma sequência de três pregões negativos. O movimento foi acompanhado por uma correção nos preços das commodities, após a valorização observada no dia anterior, sinalizando uma reacomodação das expectativas dos agentes econômicos frente ao cenário internacional.
Dólar recua e perde força frente a moedas globais
A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,123, registrando uma desvalorização de 0,5%. Este resultado marca o menor fechamento desde o dia 17 de junho, consolidando uma queda acumulada de 6,65% ao longo de 2026. O comportamento da divisa no Brasil esteve em sintonia com o cenário externo, onde o dólar perdeu tração diante de moedas fortes, como o euro e o iene, além de outras divisas emergentes.
Apesar do feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo, as operações cambiais foram mantidas, embora com um volume de negócios reduzido. Durante o período de negociações, a moeda oscilou entre a máxima de R$ 5,156, registrada pela manhã, e a mínima de R$ 5,1129, observada no meio da tarde.
Ibovespa reage e fecha em alta
O Ibovespa encerrou o dia com valorização de 1,22%, alcançando os 172.742,12 pontos. A recuperação foi impulsionada pelo avanço dos índices acionários nos Estados Unidos e pela redução dos prêmios de risco, o que também permitiu o fechamento da curva de juros no mercado doméstico. Embora o índice ainda apresente uma leve queda semanal de 0,76%, o desempenho acumulado no ano de 2026 permanece positivo, com alta de 7,21%.
Petróleo devolve ganhos após tensões
O mercado de energia passou por um ajuste técnico após o petróleo atingir, na quarta-feira (8), o maior nível de preço em duas semanas. O barril do tipo Brent, referência internacional, recuou 2,2%, cotado a US$ 76,30. De maneira similar, o barril WTI, do Texas, registrou queda de 2%, fechando a US$ 72,08.
A correção nos preços ocorre mesmo com a continuidade dos ataques entre Estados Unidos e Irã. A percepção de que esforços diplomáticos podem viabilizar novas negociações entre Washington e Teerã reduziu o temor sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


