Arquitetura personalizada transforma o bem-estar e a rotina das famílias

Arquitetura personalizada transforma o bem-estar e a rotina das famílias

A arquitetura como ferramenta de transformação no cotidiano

A arquitetura contemporânea ultrapassou a barreira da estética pura para se consolidar como um pilar fundamental na qualidade de vida. A arquiteta Erika Queiroz, responsável por projetos de grande relevância, como a residência dos influenciadores Maíra Cardi e Thiago Nigro, defende que o design de interiores deve ser guiado pela vivência real dos moradores. Segundo a profissional, o sucesso de um projeto reside na capacidade de traduzir expectativas e hábitos em espaços funcionais.

Em entrevista ao PodOlhar, a arquiteta destacou que a compreensão profunda da rotina familiar é o ponto de partida para definir a distribuição dos ambientes. Para Erika Queiroz, o papel do arquiteto vai além de desenhar plantas, envolvendo a criação de uma atmosfera que influencie diretamente o bem-estar e a conexão entre as pessoas que habitam o imóvel.

O impacto do design na experiência sensorial

A escolha de elementos como iluminação, ventilação e a disposição estratégica dos móveis são ferramentas que moldam a experiência dentro de casa. A arquiteta ressalta que cada detalhe, desde a abertura de uma janela até a posição de um fogão, altera a forma como os moradores interagem com o espaço e entre si.

Ao priorizar a funcionalidade, o projeto arquitetônico consegue aproximar os membros da família. Um exemplo citado pela profissional é a disposição da cozinha, que, quando planejada para ser um ponto de encontro, deixa de ser apenas uma área de serviço para se tornar o coração da residência, promovendo momentos de convivência e integração.

Conexão entre o projeto e o propósito de vida

O processo de criação de um projeto, segundo Erika Queiroz, exige uma investigação cuidadosa sobre o que os clientes desejam vivenciar em seus lares. A arquiteta enfatiza que a casa moderna deve ser pensada para os seus ocupantes, e não apenas para a recepção de convidados ou para a ostentação social.

O diálogo inicial com o cliente é, portanto, um exercício de escuta ativa que pode durar semanas. Ao questionar sobre as sensações desejadas ao acordar ou as atividades que pretendem realizar, a arquiteta consegue desenhar ambientes que refletem a identidade e as necessidades específicas de cada núcleo familiar, consolidando a casa como um refúgio pessoal.

A evolução dos espaços residenciais

A mudança de paradigma na arquitetura reflete uma sociedade que valoriza mais a experiência interna do que a imagem externa. Para a arquiteta, a transição de casas feitas para o “outro” para casas feitas para a “família” é um movimento necessário para o equilíbrio emocional e a saúde das relações domésticas.

Este entendimento permite que o profissional atue como um mediador entre os desejos dos clientes e as possibilidades técnicas, garantindo que o resultado final seja um ambiente onde a história da família possa ser escrita com conforto e propósito. A entrevista completa com Erika Queiroz pode ser conferida no Olhar Direto.

Fonte: olhardireto.com.br

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