A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10), a Operação Adsumus com o objetivo de desmantelar uma célula de facção criminosa que utilizava bingos e jogos de azar para a lavagem de capitais. A ação cumpriu 17 ordens judiciais em diversos municípios do estado, visando sufocar o braço financeiro de um grupo que operava de forma estruturada em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
A estrutura da operação e o combate à lavagem de dinheiro
A ofensiva policial resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva. Além das prisões, a Justiça determinou medidas cautelares rigorosas, incluindo o bloqueio de contas bancárias, a quebra de sigilo financeiro e a suspensão imediata das atividades comerciais de um estabelecimento em Rondonópolis, que servia como base para a realização de sorteios ilegais.
As investigações revelaram movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo local. Com base nos indícios de lavagem de dinheiro, as autoridades determinaram a lacração do imóvel e a apreensão de equipamentos utilizados na exploração dos jogos, como máquinas de bingo e outros dispositivos de sorteio.
Origem das investigações e elos criminosos
O inquérito, conduzido pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, teve início após um crime de roubo e incêndio ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria no bairro São Sebastião. A partir da apreensão de um celular com um dos suspeitos, os investigadores conseguiram mapear a rede de atuação da facção.
Em maio de 2025, a Polícia Rodoviária Federal interceptou dois foragidos em um ônibus interestadual que seguia para o Rio de Janeiro. Com a apreensão de novos dispositivos móveis e a análise técnica dos dados, a polícia confirmou que o grupo não apenas explorava jogos de azar, mas também estava envolvido em crimes de tráfico de drogas, extorsão, falsidade ideológica e fraude processual.
Impacto das medidas judiciais
A operação busca desarticular a logística financeira que sustentava as atividades ilícitas da organização em Mato Grosso. Os investigados enfrentam uma série de acusações graves, que incluem desde a posse irregular de arma de fogo até a facilitação da entrada de aparelhos telefônicos em unidades prisionais, demonstrando o alcance e a periculosidade da facção.
Para mais detalhes sobre o combate ao crime organizado no estado, acompanhe as atualizações da Polícia Civil de Mato Grosso. As autoridades seguem analisando o material apreendido para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento do fluxo financeiro do grupo.
Fonte: olhardireto.com.br


