O dia 5 de julho de 2026 ficará marcado na história do futebol brasileiro como o momento de um adeus precoce ao sonho do hexacampeonato. Em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, realizada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, a seleção brasileira foi superada pela Noruega por 2 a 1, encerrando sua participação no torneio de forma traumática.
Este resultado amplia um histórico negativo para o Brasil, que não vence uma seleção europeia em fases eliminatórias de Mundiais desde a final de 2002. Além disso, a Noruega mantém a condição de único país que o Brasil jamais conseguiu derrotar, consolidando-se como um adversário indigesto em confrontos diretos.
Haaland decide e amplia crise brasileira
O atacante Erling Haaland foi o grande protagonista do confronto, confirmando sua fase artilheira. O centroavante marcou os dois gols noruegueses no segundo tempo, alcançando a marca de sete tentos na competição e igualando-se a nomes como Kylian Mbappé e Lionel Messi na liderança da artilharia.
A eliminação marca a sexta queda consecutiva do Brasil em fases eliminatórias de Copas do Mundo. Com este revés, a seleção iguala seu pior desempenho desde 1990, projetando um jejum que chegará a 28 anos sem o título mundial até a edição de 2030, o maior intervalo desde a primeira conquista em 1958.
Dificuldades táticas e desperdício de chances
O técnico Ancelotti promoveu a entrada de Gabriel Martinelli na vaga de Lucas Paquetá, que desfalcou o time devido a uma lesão muscular. Apesar da mudança, a equipe demonstrou instabilidade na criação e na finalização, desperdiçando oportunidades cruciais que poderiam ter alterado o destino do duelo.
O momento mais crítico ocorreu ainda na primeira etapa, quando o Brasil teve a chance de abrir o placar em uma cobrança de pênalti. O volante Bruno Guimarães assumiu a responsabilidade, mas o goleiro Orjan Nyland efetuou a defesa, mantendo o placar zerado e dando confiança aos noruegueses para o restante da partida.
Caminho da Noruega e próximos passos
Após garantir a vaga nas quartas de final, a Noruega aguarda o desfecho do confronto entre México e Inglaterra, que ocorre no Estádio Azteca. O vencedor deste embate será o próximo desafio dos escandinavos, em partida agendada para o próximo sábado, dia 11 de julho, em Miami.
Para a seleção brasileira, resta o período de reflexão sobre a campanha abaixo das expectativas. A análise técnica aponta para a necessidade de ajustes estruturais, dado que a equipe não conseguiu superar a organização defensiva norueguesa, mesmo após tentativas de pressão nos minutos finais do confronto. Mais informações podem ser consultadas na Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


