Clima tenso na Câmara de Cuiabá após embate entre vereadores sobre gestão municipal

Clima tenso na Câmara de Cuiabá após embate entre vereadores sobre gestão municipal

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá, realizada nesta quinta-feira (9), foi marcada por um clima de alta tensão, com trocas de acusações e gritos entre os parlamentares. O centro do conflito envolveu alegações de interferência do Poder Executivo no Legislativo e críticas à postura de vereadores que, segundo a oposição, estariam atuando para blindar a atual gestão municipal.

O embate principal ocorreu entre os vereadores Maysa Leão (Republicanos) e Demilson Nogueira (PP). A discussão escalou a ponto de a sessão quase ser suspensa pela terceira vez, evidenciando a polarização política que domina a Casa de Leis da capital mato-grossense.

Críticas sobre a independência do Legislativo

Durante sua participação no plenário, Maysa Leão afirmou que a Câmara Municipal estaria funcionando como uma espécie de “filial” da Prefeitura de Cuiabá. A parlamentar traçou um paralelo com a gestão anterior, destacando que o Legislativo era criticado por ser um “puxadinho” do Executivo, situação que, segundo ela, se repete no cenário atual.

Um dos pontos levantados pela vereadora foi a ação judicial movida pelo prefeito Abilio, que questiona trechos do Regimento Interno da Câmara, incluindo a exigência de quórum qualificado para a aprovação de determinadas matérias. A parlamentar manifestou forte oposição à medida, enquanto a presidente da Casa, Paula Calil (PL), posicionou-se favorável ao debate proposto pelo Executivo.

Polêmica em torno da CPI do Assédio Sexual

A tensão aumentou quando Maysa Leão questionou a conduta de Demilson Nogueira em relação ao desarquivamento de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A vereadora Maria Avallone (PSDB) havia protocolado, na quarta-feira (8), o pedido para retomar as investigações sobre um caso de assédio sexual que teria ocorrido dentro da prefeitura.

Maysa Leão acusou Demilson Nogueira de manobrar para impedir o avanço da investigação. Segundo a vereadora, o colega teria protocolado uma nova CPI às 21h44 com o objetivo de barrar a iniciativa de Maria Avallone. “Por que o desespero de estar protocolando uma CPI para barrar uma investigação? Que medo é esse?”, questionou a parlamentar durante o debate.

Troca de acusações e recusa de direito de resposta

Em sua defesa, Demilson Nogueira rebateu as críticas, afirmando que Maysa Leão possui o hábito de atacar colegas quando suas opiniões não são atendidas. O vereador relembrou que, no passado, prestou auxílio à parlamentar durante um processo de cassação de seu mandato, sugerindo que a postura atual dela seria uma ingratidão política.

Após ser citada, Maysa Leão solicitou um direito de resposta, que foi negado pela presidente Paula Calil. A justificativa foi que as falas de Demilson Nogueira não teriam ferido a honra da vereadora, requisito necessário para a concessão do tempo de fala. O episódio gerou ainda mais exaltação no plenário, com a parlamentar sendo contida por outros colegas enquanto a presidente mantinha a decisão. Para mais informações sobre o cenário político local, consulte o portal Olhar Direto.

Fonte: olhardireto.com.br

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