Senado aprova extensão do uso de recursos do FGTS para Santas Casas até 2030

© Tomaz Silva/Agência Brasil

O plenário do Senado Federal aprovou, na última quinta-feira (15), o projeto de lei que estende até 2030 o prazo para a utilização de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em operações de crédito voltadas a hospitais filantrópicos e Santas Casas de Misericórdia. A medida, consolidada pelo PL 2.465/2026, segue agora para a sanção da Presidência da República.

A iniciativa visa garantir a sustentabilidade financeira de instituições que desempenham um papel vital no atendimento à população. Além das Santas Casas, o benefício abrange entidades sem fins lucrativos que prestam serviços complementares ao Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo o suporte especializado a pessoas com deficiência.

Impacto financeiro e reestruturação das entidades

A aplicação desses recursos em linhas de crédito com juros reduzidos é uma estratégia para mitigar o endividamento do setor. Historicamente, a legislação permitia essas operações desde 2018, quando uma medida provisória estabeleceu as bases para o financiamento, posteriormente convertida em lei federal.

Dados do governo indicam que, durante o período de vigência anterior, o fundo viabilizou cerca de R$ 3 bilhões em empréstimos. O montante foi distribuído entre 140 entidades filantrópicas, abrangendo tanto operações de crédito geral quanto ações específicas voltadas à reestruturação financeira das instituições.

Redução de encargos e sustentabilidade do setor

Um dos pontos centrais da prorrogação é a possibilidade de renegociação de dívidas existentes. A expectativa é que os encargos financeiros sejam reduzidos significativamente, passando de 18% ao ano para aproximadamente 12% ao ano, aliviando o fluxo de caixa das unidades hospitalares.

O relator da matéria no Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), ressaltou que muitas dessas instituições são a única alternativa de atendimento hospitalar em diversos municípios brasileiros. A dificuldade financeira crônica dessas entidades coloca em risco a continuidade de serviços essenciais para milhões de cidadãos.

Contexto legislativo e relevância social

A proposta, de autoria do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), promove alterações na Lei 8.036, de 1990, que rege o FGTS. Após tramitar pela Câmara dos Deputados, onde foi aprovada na semana anterior, a medida recebeu o aval do Senado para se tornar política de Estado até o final da década.

Para mais detalhes sobre o andamento legislativo, consulte a fonte oficial na Agência Brasil. O esforço conjunto entre as casas legislativas reflete o reconhecimento da importância estratégica dessas organizações para a saúde pública nacional.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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