O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), adotou uma postura conciliadora em meio ao clima de instabilidade interna no Partido Liberal. Em declarações recentes, o gestor buscou separar as relações interpessoais das divergências ideológicas que marcam o atual cenário eleitoral, especialmente no que tange à aliança da legenda com o MDB.
Estratégia de diálogo contra o isolamento político
Ao abordar as recentes tensões partidárias, Abilio Brunini criticou abertamente a estratégia de punir ou expulsar membros que divergem das orientações da cúpula do partido. Para o prefeito, o caminho para fortalecer um projeto político não reside no afastamento de aliados, mas sim na construção de pontes e no debate de ideias.
“A melhor forma de conquistar o eleitor e o apoio não é expulsando ele do seu grupo político. Pelo contrário, é buscando diálogo e tentando remediar uma situação de divergência ideológica ou de posicionamento político”, afirmou o gestor. A fala surge em um momento em que dirigentes do PL discutiram sanções contra filiados que se recusam a apoiar a candidatura de Wellington Fagundes ao Senado.
Relações pessoais e convívio com adversários
Questionado sobre o convívio com figuras de campos opostos, como a deputada estadual Janaína Riva (MDB), o prefeito foi enfático ao declarar que mantém a cordialidade. Segundo ele, o fato de possuir um projeto político distinto não impede o tratamento respeitoso com outros candidatos.
O prefeito ressaltou que mantém boa relação com diversos nomes do pleito, mencionando figuras como Mauro Mendes, Eric Fantin, Galvan e Zé Medeiros. Para Abilio, a maturidade política exige que o embate eleitoral não se transforme em inimizade pessoal, mantendo a civilidade mesmo diante de projetos antagônicos.
Contexto das tensões no Partido Liberal
A posição de Abilio Brunini ganha relevância após o prefeito ter sido apontado, nos bastidores, como um dos principais focos de insatisfação dentro do PL. O desconforto interno teria se intensificado após o gestor criticar publicamente a aproximação entre o partido e o MDB, além de sinalizar que não participaria da campanha de Wellington Fagundes.
A situação reflete um momento de ebulição nas articulações para as eleições em Mato Grosso. Enquanto a cúpula busca consolidar alianças estratégicas, lideranças como Abilio defendem uma abordagem mais flexível e menos punitiva, visando a coesão do grupo a longo prazo. Mais informações sobre o cenário político local podem ser acompanhadas pelo portal Olhar Direto.
Fonte: olhardireto.com.br


