A secretária de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, Susane Tamanho, refutou categoricamente a existência de áreas proibidas ou sob domínio de facções criminosas onde a polícia não consiga atuar. Em entrevista ao videocast PodOlhar, a coronel da reserva da Polícia Militar enfatizou que as forças de segurança mantêm presença constante em todo o território mato-grossense, desmentindo a ideia de territórios interditados ao Estado.
Atuação policial e o combate ao crime organizado
Segundo a secretária, a postura operacional das polícias Civil e Militar é pautada pela ocupação de qualquer região que demande intervenção. Ela destacou que, ao contrário de outros estados brasileiros com grandes aglomerados urbanos de difícil acesso, Mato Grosso possui uma dinâmica geográfica distinta que facilita a mobilidade das forças de segurança.
Susane Tamanho reforçou que, ao longo de sua trajetória em unidades especializadas, jamais presenciou situações em que o medo ou a influência de grupos criminosos impedissem o avanço policial. A gestora chegou a lançar um desafio público para que qualquer cidadão que tenha conhecimento de uma área supostamente proibida à polícia informe diretamente à Secretaria de Segurança Pública.
Monitoramento tecnológico e inteligência estratégica
O enfrentamento ao crime organizado em Mato Grosso tem sido pautado pelo uso intensivo de tecnologia e inteligência. A Secretaria de Segurança Pública mantém um organograma detalhado das facções, monitorando substituições de lideranças e movimentações estratégicas. O estado tem investido na modernização dos sistemas de vigilância para manter o controle sobre áreas sensíveis, como as regiões de fronteira e zonas de garimpo.
Um dos pilares dessa estratégia é o programa Vigia Mais Mato Grosso, que já conta com cerca de 17 mil câmeras em operação. A meta do governo estadual é elevar esse número para 25 mil equipamentos até o final do ano, integrando sistemas de reconhecimento facial e inteligência artificial para otimizar a resposta policial.
Fortalecimento da prova técnica e investigações
Além da presença ostensiva, a eficácia das operações depende da robustez das provas produzidas. A secretária ressaltou o papel fundamental da Politec na análise de perícias digitais e dados extraídos de dispositivos apreendidos. Exemplos recentes, como a Operação Território Livre em Cáceres, demonstram como a tecnologia auxilia na manutenção da cadeia de custódia e garante que criminosos permaneçam detidos.
A gestão estadual reafirma que a combinação entre o preparo dos agentes e os investimentos em ferramentas de alta tecnologia coloca Mato Grosso em uma posição de vanguarda no monitoramento de segurança na América Latina. O objetivo é assegurar que o avanço tecnológico continue a ser o principal aliado das forças de segurança nos próximos anos. Para mais informações sobre o panorama da segurança no estado, consulte o portal oficial da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso.
Fonte: olhardireto.com.br


