O setor de serviços não financeiros no Brasil consolidou-se como um pilar fundamental da economia nacional em 2024. Segundo dados da Pesquisa Anual de Serviços, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento foi responsável pela ocupação de 15,9 milhões de trabalhadores, que receberam uma remuneração média equivalente a 2,2 salários mínimos mensais.
O levantamento abrange uma vasta gama de atividades essenciais, como educação, tecnologia da informação, turismo, transporte e serviços técnico-profissionais, excluindo o setor bancário. Com cerca de 1,9 milhão de empresas ativas, o setor movimentou R$ 644,2 bilhões em salários e outras formas de remuneração, como comissões e férias, desempenhando um papel crucial na dinâmica do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Dinâmica do mercado de trabalho e principais empregadores
A estrutura de contratações no país reflete a diversidade do setor, com o ramo de alimentação liderando a absorção de mão de obra. Restaurantes, bares e bufês empregaram 1,9 milhão de pessoas, representando 11,7% do total de postos de trabalho no setor de serviços não financeiros. Logo atrás, os serviços técnico-profissionais — que englobam consultorias, auditorias e escritórios jurídicos — ocuparam 1,8 milhão de profissionais.
A distribuição das vagas também destaca a relevância de áreas como apoio administrativo, transporte rodoviário de cargas e serviços de paisagismo. Enquanto a média de funcionários por empresa no setor é de oito colaboradores, segmentos específicos como o transporte ferroviário, metroviário e aéreo apresentam estruturas corporativas muito mais robustas, com centenas de postos de trabalho por unidade produtiva.
Disparidade salarial e exigência técnica
A análise da remuneração revela contrastes significativos entre as diferentes atividades. O transporte dutoviário ocupa o topo do ranking salarial, com uma média de 21,1 salários mínimos, valor impulsionado pela alta exigência de qualificação técnica e pelos riscos inerentes à operação. Em contrapartida, o setor de alimentação, embora seja o maior empregador, registrou uma média salarial de 1,4 salário mínimo.
O analista do IBGE, Marcelo Miranda, ressalta que a relevância do setor vai além do volume de contratações. As empresas pesquisadas adicionaram R$ 2,1 trilhões ao PIB nacional, evidenciando o peso das atividades de serviços na geração de valor e renda para o país. A metodologia atual da pesquisa, que passou por ajustes, oferece um retrato detalhado da economia, embora não permita comparações diretas com séries históricas anteriores.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


