A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), admitiu publicamente que a base aliada do prefeito Abilio Brunini (PL) atravessa um momento de fragilidade política. O reconhecimento ocorreu nesta quinta-feira (16), logo após a rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, um instrumento fundamental para o planejamento financeiro do município que não obteve o quórum necessário para aprovação.
Desgaste político e a rejeição da LDO
A proposta, que define as metas e prioridades da administração municipal, recebeu apenas 12 votos favoráveis, ficando aquém dos 14 votos exigidos pelo Regimento Interno da Casa. A presidente da Câmara evitou correlacionar diretamente o resultado negativo com a recente decisão judicial que barrou a alteração do Regimento Interno, a qual permitiria sua recondução à Mesa Diretora na mesma legislatura.
Segundo Paula Calil, o grupo governista encontra-se “machucado” diante da atual conjuntura parlamentar. A presidente ressaltou que a matéria seguiu todos os ritos legais, incluindo tramitação em comissões, emendas e audiências públicas, desde o protocolo inicial em 29 de maio, mas acabou travada pela falta de quórum qualificado no plenário.
Impactos para a gestão municipal
A falha na aprovação da LDO traz consequências imediatas para o funcionamento do Legislativo. A presidente confirmou que, em razão do impasse, a Câmara não entrará em recesso parlamentar e manterá as sessões ordinárias, com o objetivo de buscar uma solução jurídica e política para destravar a pauta orçamentária.
Conforme reportado pelo portal Olhar Direto, a presidente enfatizou que o maior prejudicado pela paralisia é o município de Cuiabá. A ausência da LDO compromete diretamente a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), essencial para a execução de políticas públicas no próximo ano.
Polarização na disputa pela Mesa Diretora
O prefeito Abilio Brunini adotou um tom mais incisivo ao comentar o episódio. Para o gestor, a derrota da LDO é um reflexo direto da polarização interna na Câmara, motivada pela disputa pela presidência da Casa para o biênio 2027-2028. O prefeito afirmou que o Legislativo tem priorizado o embate político em detrimento dos interesses da população.
O cenário de tensão é alimentado por diferentes grupos políticos, incluindo aliados de Paula Calil e dos vereadores Dilemário Alencar (União Brasil) e Ilde Taques (Podemos). Enquanto as articulações nos bastidores se intensificam, a administração municipal aguarda uma definição para garantir a viabilidade orçamentária do próximo exercício.
Fonte: olhardireto.com.br


