Anac condena trotes com óleo aeronáutico após morte de piloto em Ponta Grossa

Anac condena trotes com óleo aeronáutico após morte de piloto em Ponta Grossa

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu um posicionamento firme após o falecimento do engenheiro e aspirante a piloto Gustavo Henrique Lara, de 27 anos. O jovem morreu na tarde desta quinta-feira (16) em decorrência de uma reação alérgica grave, desencadeada por um banho de óleo de aviação, prática utilizada como trote comemorativo pelo seu primeiro voo solo.

O incidente ocorreu no Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa, no Paraná. Após o contato com os resíduos químicos, o estudante apresentou complicações de saúde imediatas, sendo socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado a uma unidade hospitalar da região, onde não resistiu e veio a óbito.

Perigos da exposição a fluidos químicos na aviação

A Anac reforçou que produtos químicos utilizados na manutenção de aeronaves, incluindo óleos e lubrificantes específicos, possuem composições tóxicas que oferecem riscos severos ao contato humano. A agência destacou que essas substâncias não devem, sob nenhuma circunstância, ter contato direto com a pele ou mucosas, dada a possibilidade de absorção sistêmica e reações adversas fatais.

O órgão regulador enfatizou que a cultura de trotes, embora historicamente presente em diversas instituições de ensino, não pode se sobrepor aos protocolos de segurança e integridade física dos alunos. A recomendação técnica é que as escolas de aviação revisem imediatamente seus ritos de celebração para evitar a exposição de estudantes e instrutores a materiais perigosos.

Responsabilidade das instituições de ensino

Em nota oficial, a Anac reiterou a importância de que aeroclubes e organizações de instrução mantenham um ambiente de aprendizado pautado pela responsabilidade. A agência ressaltou que a segurança na aviação deve ser o pilar central de qualquer atividade, inclusive em momentos de confraternização pela conclusão de etapas da formação profissional.

O CIAC Ponta Grossa, por meio de comunicado, informou que está colaborando com as autoridades e prestando o suporte necessário aos familiares de Gustavo Henrique Lara neste momento. As circunstâncias exatas que levaram ao óbito seguem sob investigação rigorosa da Polícia Civil do Paraná, que busca esclarecer a dinâmica do ocorrido e as responsabilidades envolvidas no episódio.

Para mais informações sobre normas de segurança e diretrizes da aviação civil, consulte o portal oficial da Anac.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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