Ex-assessora da ALMT é presa em aeroporto após retornar de viagem internacional

Ex-assessora da ALMT é presa em aeroporto após retornar de viagem internacional

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Replay, que resultou na prisão de Katani Adorno Bocardi na madrugada desta sexta-feira (31). A suspeita foi detida no Aeroporto Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande, logo após desembarcar de uma viagem internacional vinda de Paris. O caso ganhou repercussão devido ao histórico profissional da investigada, que atuou como assessora parlamentar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) até o ano de 2022.

Conexões com o núcleo financeiro de Paulo Witter Farias

A prisão de Katani está diretamente ligada às investigações que miram o núcleo financeiro de Paulo Witter Farias, conhecido como W.T.. O companheiro da suspeita, figura recorrente em operações policiais contra o crime organizado, foi novamente detido em sua residência. A ação policial busca desarticular uma estrutura complexa de lavagem de dinheiro e movimentação de recursos ilícitos.

As investigações apontam que Katani ostentava um padrão de vida incompatível com sua renda declarada. Em suas redes sociais, a ex-assessora exibia viagens frequentes, estadias em locais de alto luxo e o uso de vestimentas de marcas renomadas. Esse comportamento serviu como um dos indícios analisados pelas autoridades durante o monitoramento que culminou na sua captura.

Desdobramentos da Operação Replay e estrutura criminosa

A nova fase da ofensiva policial é um desdobramento de apurações anteriores, como as operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A partir da análise de dados telemáticos, a Polícia Civil identificou uma divisão de tarefas clara dentro da organização, que incluía o uso de contas de terceiros e a aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica para justificar as transações.

Entre os alvos da operação, além de Katani, estão a advogada Dayana Karol Moreira, o jogador de futebol amador Alex Júnior, conhecido como Soldado, Emerson Ferreira Lima, o Gordão, e Brunno Passso da Silva, que exercia a função de assessor do vereador de Cuiabá, Jeferson Siqueira. A justiça autorizou o sequestro de bens, bloqueio de ativos financeiros e o afastamento do sigilo de dispositivos eletrônicos dos investigados.

Comando à distância e métodos de comunicação

Um dos pontos centrais da investigação revelou que uma das lideranças do grupo, mesmo custodiada em uma unidade de segurança máxima do sistema prisional estadual, mantinha o controle das operações. Documentos e registros analisados pela polícia demonstram que o detento exercia funções de comando financeiro e disciplinar, realizando cobranças e direcionando valores a operadores que atuavam em liberdade.

Para contornar os controles penitenciários, o grupo utilizava métodos sofisticados de comunicação clandestina. A perícia técnica constatou que um único chip foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. Essa alternância constante de terminais tinha como objetivo evitar que as ordens fossem interceptadas pelas autoridades durante as fiscalizações rotineiras nos presídios. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas no portal Olhar Direto.

Fonte: olhardireto.com.br

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