Após 16 anos de espera, a seleção da Espanha consolidou seu retorno ao topo do futebol mundial. Em uma final marcada por tensão e equilíbrio, a equipe europeia derrotou a Argentina por 1 a 0, com um gol decisivo na prorrogação, em partida realizada neste domingo (19), em Nova Jersey. O triunfo garantiu à Fúria sua segunda estrela, igualando-se a seleções como França e Uruguai no seleto grupo de bicampeões.
A trajetória da Fúria rumo ao bicampeonato
O título foi celebrado por uma nova geração de talentos, mas contou com a presença inspiradora de ídolos do elenco de 2010, como Iker Casillas, Xavi Hernández e Andrés Iniesta. Diferente da conquista na África do Sul, o gol do título desta vez veio do banco de reservas, com o atacante Ferran Torres, de 26 anos, selando o destino da partida após 120 minutos de disputa intensa.
A equipe espanhola, que apresentou a sexta menor média de idade do torneio, com 26,2 anos, já projeta o futuro. Com nomes como Gavi, Pedri e Nico Williams, o país se prepara para o Mundial de 2030, onde atuará como uma das sedes. O jovem Lamine Yamal, de 19 anos, também entrou para a história como um dos atletas mais novos a conquistar a taça, reafirmando o potencial de renovação do elenco.
Recordes e marcas históricas da seleção espanhola
A conquista em solo norte-americano trouxe feitos inéditos para o futebol espanhol. Pela primeira vez, um país detém simultaneamente os títulos mundiais masculino e feminino, já que a seleção das mulheres sagrou-se campeã em 2023. Além disso, a Espanha estabeleceu um novo recorde de invencibilidade no futebol internacional, atingindo a marca de 38 partidas sem derrotas.
Essa sequência histórica teve início em 26 de março de 2024, em um empate por 3 a 3 contra o Brasil, em Madri. A solidez defensiva e a consistência tática foram pilares fundamentais para que a equipe superasse a marca anterior, que pertencia à Itália, estabelecida entre 2018 e 2021.
O adeus de Lionel Messi e a frustração argentina
Do outro lado, a Argentina encerrou sua participação com o sentimento de frustração pelo adiamento do sonho do tetracampeonato. O confronto marcou a despedida oficial de Lionel Messi das Copas do Mundo. Aos 39 anos, o camisa 10 encerra sua trajetória em Mundiais com o título de 2022 e dois vice-campeonatos, mantendo-se como o segundo maior artilheiro da história da competição, com 21 gols.
O posto de maior artilheiro das Copas foi assumido recentemente pelo francês Kylian Mbappé, que alcançou a marca de 22 gols durante a disputa do terceiro lugar. Para mais detalhes sobre o desempenho das seleções no torneio, consulte a cobertura completa da Agência Brasil.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


