O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) deflagrou uma operação rigorosa contra crimes contra a flora em Mato Grosso. A ação resultou na identificação de 1.246,5121 hectares de vegetação nativa devastada em uma propriedade rural situada no município de União do Sul, localizado a 645 quilômetros de Cuiabá.
A ofensiva contra o desmatamento ilegal foi motivada por dados obtidos via monitoramento remoto, que detectaram atividades suspeitas na região entre os dias 31 de julho e 5 de agosto. Ao chegarem ao local, os agentes confirmaram a exploração seletiva de madeira, realizada com o uso de motosserras, além da abertura de estradas clandestinas e esplanadas para o escoamento do material.
Fiscalização e combate ao crime ambiental
Durante a vistoria técnica, os policiais constataram que a área explorada já possuía um histórico de interdição. O descumprimento deliberado de medidas administrativas anteriores agravou a situação jurídica dos responsáveis pela propriedade, que agora enfrentam sanções severas aplicadas pelos órgãos de fiscalização.
A operação culminou na apreensão de 312 metros cúbicos de madeira em tora, extraídas de forma ilícita. Seguindo os protocolos legais de destinação de bens apreendidos, o material foi encaminhado ao Conselho Comunitário de Segurança Pública (Conseg) de Marcelândia, conforme detalhado em relatório oficial da Polícia Militar.
Sanções aplicadas e desdobramentos legais
O impacto financeiro das autuações reflete a gravidade das infrações constatadas. O valor total das multas aplicadas pelo BPMPA atingiu a marca de R$ 7.232.560,50. Este montante é composto por duas frentes principais de penalização:
- R$ 6.232.560,50 referentes ao desmatamento de vegetação nativa.
- R$ 1.000.000,00 aplicados especificamente pelo descumprimento de embargo ambiental prévio.
Além das multas, a equipe lavrou diversos documentos oficiais, incluindo Auto de Inspeção Técnica, Termo de Embargo e Interdição, e Termo de Apreensão. A ação reforça a estratégia das forças de segurança do estado no combate ao desmatamento e na proteção dos biomas locais contra a exploração predatória.
Fonte: olhardireto.com.br


