O senador Jayme Campos (União) manifestou forte descontentamento em relação às recentes declarações do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre a condução política do ex-governador Mauro Mendes no comando do União Brasil em Mato Grosso. O parlamentar refutou a tese de que o grupo liderado por Mendes teria revitalizado a sigla, sustentando que, na verdade, a legenda sofreu um esvaziamento estratégico sob sua gestão.
Críticas à condução do União Brasil
Segundo o senador, a gestão de Mauro Mendes e do deputado federal Fábio Garcia resultou em um enfraquecimento do partido no estado. Jayme Campos apontou como evidência a incapacidade da legenda em formar uma chapa competitiva para a disputa de deputado estadual neste ciclo eleitoral, classificando a atuação do ex-governador como uma tragédia para a estrutura partidária.
O parlamentar argumentou que a falta de adesão de secretários estaduais ao quadro do partido reforça o isolamento da sigla. Para o senador, a permanência de Mendes no União Brasil ocorre apenas pela ausência de alternativas políticas viáveis no momento, e não por uma estratégia de fortalecimento institucional.
Bastidores da trajetória política de Mauro Mendes
O embate também trouxe à tona divergências sobre a ascensão de Mauro Mendes ao Palácio Paiaguás. Jayme Campos afirmou ter sido um dos principais articuladores da carreira do ex-governador, especialmente após a derrota eleitoral de 2010. O senador relembrou que, na época, ofereceu suporte político para que Mendes disputasse a Prefeitura de Cuiabá em 2012 e, posteriormente, o governo estadual em 2018.
“Eu puxei ele pela mão”, declarou o senador, enfatizando que sua atuação foi pautada pela lealdade e pela construção de pontes eleitorais. Ele rebateu a narrativa de Otaviano Pivetta, que defende que a reorganização do antigo Democratas foi um mérito exclusivo de Mendes e Garcia, ignorando o papel dos quadros históricos do partido.
Contraponto sobre resultados eleitorais
Além da disputa interna, Jayme Campos aproveitou para defender seu histórico de votos e sua autonomia política. O senador destacou seu desempenho nas eleições de 2018, quando conquistou uma vaga no Senado Federal com cerca de 500 mil votos, superando o então ministro Carlos Fávaro por uma margem de 70 mil votos.
O conflito reflete a tensão crescente entre as alas do partido, acentuada após a decisão do União Brasil de integrar o palanque de Mauro Mendes em vez de lançar uma candidatura própria encabeçada por Jayme Campos. O senador reforçou que não aceita ser colocado em uma posição de subordinação, exigindo respeito à sua trajetória de décadas na política mato-grossense. Para mais detalhes sobre o cenário político estadual, consulte o portal Olhar Direto.
Fonte: olhardireto.com.br


