O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) declarou nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026, que não participou de articulações para angariar recursos destinados à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O chefe do Executivo estadual negou ter recebido convite para um almoço que reuniu lideranças do agronegócio, da indústria e do comércio com o objetivo de levantar fundos para o presidenciável.
Foco exclusivo na própria candidatura
Ao ser questionado sobre um possível envolvimento na mobilização de doadores para a chapa de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, Pivetta foi enfático ao descartar a possibilidade. O governador afirmou que não integra a coordenação da campanha do senador e que seus esforços estão concentrados integralmente em viabilizar o financiamento de seu próprio projeto político.
“Estou me vendo louco para arrumar doador para tocar a minha campanha”, afirmou o governador, ressaltando que a prioridade atual é a captação de recursos para sua trajetória eleitoral. A declaração surgiu no contexto de um encontro articulado por lideranças do setor agropecuário, que contou com a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN).
Arrecadação e transparência eleitoral
Os dados declarados à Justiça Eleitoral revelam que Pivetta lidera a captação de recursos entre os candidatos ao Palácio Paiaguás. Até o momento, o montante arrecadado pelo governador já ultrapassou a marca de R$ 410,5 mil, consolidando sua posição na largada da corrida eleitoral.
O perfil das doações revela uma forte dependência de recursos próprios. Do total arrecadado, R$ 250 mil foram aportados pelo próprio candidato, o que corresponde a 60,9% das receitas totais. O restante do montante é composto por contribuições de empresários e produtores rurais, como Osmar Ribeiro de Mello, proprietário da Fazenda Militância, e Marino José Franz, figura influente no setor de etanol de milho.
Panorama da disputa financeira
Enquanto Pivetta mantém o volume mais expressivo de arrecadação, outros postulantes ao governo estadual apresentam números distintos. A candidata Doutora Natasha (PSD) declarou ter investido R$ 52 mil de recursos próprios, enquanto Rafaell Milas (Missão) registrou R$ 1,3 mil via financiamento coletivo.
A transparência nas contas de campanha é acompanhada de perto pelos órgãos fiscalizadores, conforme reportado pelo Olhar Direto. O cenário financeiro reflete a estratégia de cada candidatura para enfrentar os desafios logísticos e de comunicação impostos pelo calendário eleitoral de 2026.
Fonte: olhardireto.com.br


